domingo, 29 de abril de 2012

Compulsão: Você "precisa" comer doce?

“Gostar de doce é humano e natural. Precisar de doce é desequilíbrio funcional“. Muitos motivos podem levar o organismo a "PRECISAR" de doce. Com exemplo podemos citar deficiência de cromo, deficiência de serotonina, presença aumentada de fungos no intestino, hipoglicemia… Mas hoje vamos falar exclusivamente sobre a importância do Triptofano na correção deste desequilíbrio. O triptofano é um aminoácido (derivado das proteínas). Aminoácido essencial ao ser humano pois não o produzimos no organismo, dependendo da dieta para obter os estoques adequados e desempenhar suas inúmeras funções. Diversos estudos comprovam que deficiência de triptofano pode levar a sintomas de psicopatologias, depressão, insônia, suicídio, agressão, ansiedade e bulimia. Isto porque é ele quem se converte em Serotonina no organismo. A serotonina, muitos já conhecem, é a responsável por nos manter com bom humor, boa tolerância, baixa indignação frente às circunstâncias da vida. Afinal, qual a relação entre o triptofano e o desejo por doces? O cérebro busca captar triptofano para nova produção de serotonina quando seus estoques estão baixos. E o cérebro nos avisa isto provocando desejo por carboidratos como doces ou até mesmo massas (pão branco, salgados, biscoitos, macarrão). O carboidrato aumenta a disponibilidade do triptofano cerebral, sendo captado pelos neurônios, produzindo serotonina. Como se não bastasse a complexidade do nosso organismo, vem mais…: Para que o Triptofano se converta em Serotonina precisam estar presentes: vitamina B6, B12, ácido fólico e magnésio. Ou seja, não podemos viver sem os nutrientes! Nossa saúde emocional e comportamental precisa deles. Está constantemente com anseio por doces ou massas? Já sabe, procure um nutricionista para avaliar suas necessidades nutricionais. E melhorar não somente esta compulsão, mas também modular o comportamento social, emocional e, para as mulheres, até mesmo a TPM! Abaixo uma tabela informativa da quantidade de triptofano nos alimentos:

domingo, 4 de março de 2012

PENSE MAGRO!


A maneira como pensa sobre comida e dieta influencia seu comportamento social e emocional. No livroPense Magro, a autora Judith Beck lista uma série de pensamentos sabotadores de emagrecimento e manutenção da perda de peso. Descubra a seguir se sua mente é gorda ou magra.

FOME
- Uma mente gorda mal acaba de almoçar e já sente “fome” de comer um chocolate.
- Uma mente magra resiste à tentação: “gostaria de comer um chocolate, mas acabei de almoçar”.

GULA
- Quem pensa gordo se sente triste ao olhar e não comer um alimento hipercalórico ou arranja uma desculpa para comê-lo: “não quero magoá-lo, portanto vou comer o que ela preparou”.
- Quem pensa magro se sente feliz por não comer o que não deveria comer.

QUANDO PARAR DE COMER
- Quem pensa gordo sente compulsão por esvaziar o prato, às vezes até a panela.
- Quem pensa magro come até se sentir satisfeito. Se ainda há comida no prato e a fome passou, cruza os talheres.

QUANTO COMER
- Uma mente gorda não presta atenção no quanto come. É capaz de devorar um pacote de batata frita enquanto vê um capítulo da novela das oito.
- Uma mente magra conhece seus limites. Se exagera em uma refeição come menos na seguinte.

TRISTEZA
- Quem pensa gordo busca refúgio na comida quando se aborrece, está triste ou tem problemas a resolver.
- Quando está chateado, quem pensa magro perde a vontade de comer.

GANHO DE PESO
- Ao ser frustrar com a balança, quem pensa gordo ataca a geladeira, o armário…
- Quem pensa magro passa a pegar mais firme na dieta, reduzindo a ingestão de calorias e aumentando a intensidade dos exercícios.

A FOME DOS OUTROS
- Quem pensa gordo se considera um injustiçado que come menos do que os outros e engorda mais.
- Quem pensa magro aceita as restrições alimentares que precisa adotar para emagrecer sem que isso seja uma tortura.

FIM DA DIETA
- Ao atingir o peso desejado, uma mente gorda dá a dieta por encerrada e, aos poucos, volta a antigos (maus) hábitos.
- Uma mente magra sabe que o controle alimentar é para sempre, mas se permite extrapolar de vez em quando.

10 ESTRATÉGIAS PARA COMEÇAR A PENSAR (E SER) MAGRO

1. Anote num papel as razões pelas quais quer ser magro e leia essa lista duas vezes ao dia.

2. Escolha uma dieta nutritiva, que inclua pequenas porções de todos os tipos de alimentos. Planeje o que e quando comer e monitore sua alimentação por escrito, numa espécie de agenda de confrontamento diário.

3. Crie o hábito de fazer refeições sem pressa, prestando atenção ao que come.

4. Pratique exercícios físicos regularmente (três a cinco vezes por semana).

5. Aprenda a diferenciar fome de vontade de comer. Elimine o ato de comer por impulso emocional (tristeza, aborrecimento, felicidade).

6. Aprenda a controlar a ansiedade e esperar pela próxima refeição.

7. Suba na balança toda semana e anote as alterações de peso num gráfico.

8. Escolha um “técnico da dieta” a quem você tem de prestar contas toda semana. Pode ser um especialista ou um familiar.

9. Se autoelogie toda vez que avançar mais uma etapa da dieta.

10. Toda vez que se flagrar fugindo da dieta pare, pense “isso não está certo” e volte ao regime.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O ciclo da autosabotagem


São comportamentos repetitivos que temos durante a vida, em sua maioria irracionais, inconscientes, mas que acabam por nos atrapalhar em varios aspectos: amoroso, trabalho, relação de pais com filhos, emagrecimento e etc.
Como vem de comportamentos repetitivos formam-se um ciclo na vida das pessoas: “O ciclo da auto-sabotagem”.
E o que é: A tendência de se repetir, indefinidamente, atitudes destrutivas. A maioria das pessoas não percebe o que faz. Prefere acreditar que a insatisfação é apenas fruto de algo externo, essa negação faz com que ela siga em frente, sempre sofrendo.
No casamento por exemplo: É frequente uma pessoa casar várias vezes e, apesar de os parceiros serem absolutamente diferentes, criar situações e problemas idênticos com todos eles. Qualquer um pode perceber que um padrão está sendo repetido – menos ela própria.
No emagrecimento: Muito comum,uma pessoa que vai a varios médicos,já tomou varios medicamentos,já fez diversas dietas e,nunca consegue chegar ao peso desejado,ou chega e em pouco tempo volta a engordar.Ela tbem não percebe que o ciclo da auto-sabotagem está presente e,culpa os tratamentos,as dietas e os médicos de seu fracasso,ou seja,o externo a ela.
No trabalho: Nós sempre conhecemos alguém que pula de emprego em emprego e está sempre culpando um chefe ou os colegas. Mudam para novos empregos e sempre reclamam de problemas semelhantes aos anteriores. Isso é porque o relacionamento interpessoal é um fator muito importante no trabalho – tanto quanto dedicação ou competência. As percepções das pessoas no local de trabalho muitas vezes são distorcidas por relações mal resolvidas do passado,inconscientes.
É basicamente na relação entre pais e filhos, na infância, que se constroem esses padrões. É de traumas, grandes ou pequenos, do começo de nossas vidas que isso tudo nasce. De um sentimento de abandono, nasce a crença de que se aquilo for repetido, as coisas serão transformadas.
A criança, também imita os pais, é onde ela aprende a se comportar na vida e , acaba por imitar também o comportamento repetitivo destes. Todos temos em alguma área de nossa vida um ciclo de auto-sabotagem. Tudo é inconsciente!
Evitar essas repetições destrutivas é muito difícil, porque elas estão consolidadas em nosso inconsciente desde muito cedo. Porém se a pessoa perceber sua compulsão em agir daquela maneira e, a partir disso, acreditar que poderá controlar-se da próxima vez e, estar atenta a seus comportamentos, pode ir modificando. Por isso eu digo que tornar consciente seu padrão de repetições é extremamente importante, eu diria que é o primeiro passo. Mas o caminho para abolir esses comportamentos é ir de encontro ao trauma que está na raiz de tudo e, enfrentá-lo.Descobrir onde começou…é um trabalho de psicoterapia que realmente funciona nesses casos.

domingo, 8 de maio de 2011

Você sabe qual é o fator que mais contribui para aumentar a ansiedade no comer?


Uma coisa é certa: A ansiedade é a campeã de insucessos nas tentativas de emagrecimento e é esta que impulsiona o descontrole alimentar e que gerencia o comando das emoções. Se somarmos a ela, o estresse e as escolhas erradas na alimentação, é aí que o sucesso do corpo que se busca, fica comprometido pela sensação de fracasso da pessoas.
Como ninguém nasceu para dar errado, não há alimento mais nutritivo para o ser humano do que o amor próprio e isso começa acontecer quando você deixa de tratar você mesma como você trata do seu estômago. Você sabe qual é o fator que mais contribui para aumentar a ansiedade no comer? Não há nada que seja tão eficaz para deixar você engolir tudo o que vê pela frente, do que a privação alimentar. É nas restrições exageradas de alimentos que se encontram as piores armadilhas, porque o fato de pensar: “Eu não posso comer” gera tanto estresse, que a pessoa age no “tudo ou nada” e se restringe do que gosta de comer, para “emagrecer” (não ficar magra, pois quem quer emagrecer, sabe que tem dia para terminar a dieta e faz restrições até o dia anterior de uma festa, um casamento ou um feriado).
Com o passar do tempo, essa mesma pessoa se solta na alimentação e sem se dar conta, ela come três vezes mais, posteriormente. Nisso, ao invés de comer um prato raso de macarrão, come quatro pratos e meio, só para compensar as vezes que não pode ter este prazer. Se a pessoa se deixa levar pelos extremos, ela entra em um circulo vicioso que parece não ter fim: começa o regime restritivo e isso aumenta o estresse. O estresse por sua vez, aumenta a ansiedade e faz com que a pessoa compulsione na comida. A compulsão gera culpa, que gera frustração, que gera atitude de restrição alimentar e começa a mesma dança tudo outra vez.
O problema não é vivenciar esse ciclo uma vez ou outra, mas fere e arde passar por isso mais de cinqüenta vezes e não conseguir ver a saída do problema. E por que a pessoa precisa se agredir tanto para conseguir o que quer? Quando se come o que gosta, mas sem exageros, a pessoa não fica ansiosa e não aciona o estresse e o desejo de compulsionar. Executando esse treino, a pessoa pode estar no caminho certo para ser magra e não necessariamente viver fazendo dieta, andando em círculos e sentindo que não sai do lugar e com o peso do sentimento de fracasso.
Uma coisa é certa: Certamente, VOCÊ VALE MAIS QUE UM PÃO, UM CHOCOLATE E UMA MASSA, pois nenhum prazer pessoal vale mais que o fato de se sentir bem consigo próprio (mesmo que isso exija tempo). O que não dá, é ter que viver como se fosse um padrão contínuo de privação que aumenta o estresse, que aumenta a ansiedade, que leva a compulsão, que gera culpa, que Seu “eu” é infinitamente maior do que seu peso

domingo, 14 de novembro de 2010

OBESIDADE: O PESO DO PRECONCEITO






Estava fazendo um trabalho para a faculdade, sobre a cirurgia bariátrica. Li algumas matérias, alguns blogs de pessoas obesas; quando me lembrei dos preconceitos que já vivi.

Semana passada completou 5 meses que fiz a cirurgia. Estou 20 quilos mais magra, e talvez a certeza da vitoria, fez com que eu não pensasse mais em “sentimentos obesos”.

Mas hoje,em frete a minha pesquisa, penso “ e o resto?”, “ e as pessoas que não poderão ter a mesma oportunidade que eu tive?”.

O obeso sente que a sociedade, quando não o ignora, o agride. A começar pelo rótulo: quem conviveria bem com a alcunha de “mórbido”? Não há proteção legal ou qualquer mecanismo de defesa aos vexames pelos quais o obeso passa nas ruas diariamente. Você já imaginou o que é ir ao cinema ou viajar de avião e não encontrar uma simples cadeira adequada ao seu tamanho? Ou perceber as risadas das pessoas quando você não consegue passar pela roleta de um ônibus? Enquanto o preconceito racial não é muitas vezes explícito, a maioria das pessoas não se intimida em rir diante de um obeso. É como se ele fosse assim apenas porque é preguiçoso, relapso e comilão. Logo, merece ser motivo de todo tipo de piada.

É claro que a ciência não vê assim a obesidade e encara o problema como uma doença. Os médicos sabem que, por mais que lutem por meio de dietas ou temporadas em spas, nem sempre essas pessoas conseguem emagrecer. Há casos de obesos que comem até menos que pessoas “exemplares” em sua dieta. Mesmo assim, a sociedade simplesmente ignora as evidências e faz os seus julgamentos movida pela ignorância.

É como se o obeso tivesse apenas duas opções: emagrecer ou se matar. Pelo menos é dessa forma que a mídia trata o problema. Em uma reportagem sobre a cirurgia bariátrica (diminuição do estômago), a apresentadora do programa Fantástico, da Rede Globo, levanta o tema com a seguinte frase: “O que fazer quando todas as dietas falharam?” Parte-se do pressuposto de que ninguém pode ser feliz obeso. E quem não consegue ou não quer ter um corpinho dentro do “padrão global” de aparência? Tem que passar o resto da vida atormentado – por si mesmo e pelos outros – por causa da sua forma física?

Essa perseguição faz com que os obesos se sintam culpados. Alguns terminam adotando para si o mesmo preconceito que sofrem de outras pessoas. Resultado: em vez de se unir em busca dos seus direitos, tratam de seus problemas como uma vergonha – como já aconteceu com outras minorias como os gays e os negros, por exemplo.

Mesmo que essa causa não tenha a mesma simpatia da luta de outras minorias, os obesos precisam buscar o respeito que merecem. Muito além da reivindicação de espaço físico adequado para o nosso corpo, é hora de conquistarmos um espaço de verdade na sociedade para que a nossa voz seja levada em consideração em qualquer debate público. Não estou aqui fazendo uma apologia da gordura e dos problemas de saúde que podem estar correlacionados a ela. Mas acho que somente unidos os obesos poderão garantir para si o direito elementar de serem felizes: amarem e serem amados, terem sucesso profissional, irem ao cinema ou simplesmente poderem caminhar tranqüilamente pela rua sem receber olhares de julgamento de outras pessoas.

Hoje, mesmo feliz com os resultados depois da cirurgia, meu coração esta triste pelos obesos por espalhados pelo mundo....



domingo, 7 de novembro de 2010

Como evitar as deficiências nutricionais no pós operatório


Para manter um bom estado nutricional após a cirurgia bariátrica, deve-se dar atenção á alguns nutrientes. Conheça-os:

- Proteínas: As proteínas são necessárias para a formação dos tecidos corporais, enzimas, hormônios, transporte de substâncias pelo sangue, entre outras. Nas refeições, deve-se dar preferência aos alimentos de fonte de proteína. As proteínas estão presentes principalmente em alimentos como carnes, ovos, leites e derivados, soja, feijões, grão de bico, quinoa.

- Vitamina B12: no pós-operatório há uma produção mínima de uma substância chamada fator intrínseco que é necessária para a absorção da vitamina B12, levando á diminuição da sua absorção. A Vitamina B12 deve ser medida em exames de sangue de rotina e muitas vezes suplementada com injeções intramusculares.

- Vitamina D: é uma vitamina que freqüentemente está deficiente em pacientes obesos e tem uma função importante na saúde óssea. Ela é encontrada na gema de ovos, manteiga e peixes, mas a principal fonte é produção na nossa própria pele a partir dos raios solares. Banhos de sol pela manhã ajudam na produção desta vitamina. Mas na maioria dos casos deve ser suplementada.

- Cálcio: Outro nutriente que também é consumido e absorvido em menor quantidade. Encontrado em alimentos como leite e derivados, folhas verde escuras, gergelim e amaranto. Também necessita de suplementação na maioria dos casos.

- Zinco: mineral necessário em diversas funções no organismo e que está muito associado com a queda de cabelo intensa. Encontrado em carnes, grãos integrais, castanhas e sementes. Nos casos de deficiência deve ser suplementado.

- Tiamina (Vitamina B1): É uma vitamina necessária para o metabolismo dos carboidratos, principalmente no cérebro. Os alimentos que a possuem são carnes magras, gema de ovo e grãos integrais.

- Ferro: Mineral necessário para a formação das hemácias (células vermelhas do sangue). Sua deficiência está associada á anemia e, nestes casos, também deve ser suplementado. Alimentos como carnes, vegetais verdes escuros e feijões são fontes de ferro e devem estar na alimentação diariamente.

Escolhas alimentares e o uso da suplementação corretos no pós operatório contribuem para manter níveis adequados destes e outros nutrientes no organismo.
Porém o mais importante, é que você fique atenta a escolha certa, entre doces,massas,frituras e refrigerantes, prefira “saúde e qualidade de vida”.
Cuide-se !!! e lembre-se “sem esforço não há resultado”!!!!!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

É fome ou vontade de comer?


Você já ouviu aquela conhecida música dos Titãs? Você tem sede de que? Você tem fome de que? (…) a gente não quer só comer, a gente quer comer e quer fazer amor. A gente não quer só comer, a gente quer prazer pra aliviar a dor… , realmente muitas vezes o que se esconde por trás de uma compulsão alimentar e de uma sensação de fome constante, não é apenas um alerta de que o nosso estômago está vazio.
Como diz a música, para a maioria das pessoas a comida serve para alivar a dor emocional, aplacar a carência, descontar a raiva do trânsito, dos pais, do marido, da namorada e etc. Quantas vezes você já se pegou literalmente comendo os seus problemas? Daí como consequencia, vêm o excesso de peso e a queda da auto-estima, que também nos leva a comer mais e entrar em um círculo vicioso de comida, problema, aumento de peso, queda de auto-estima, comida, excesso de peso, maior queda de auto-estima e assim por diante.
No fundo, não somos totalmente culpados por esses hábitos, pois quando pequenos nossas mães e tias (e aqui vai um alerta para quem tem filhos pequenos), resolviam todos os nossos problemas, medos, dores físicas e choros noturnos com um cházinho bem doce, uma sopinha, um mingau de aveia ou um pedacinho de bolo, e sem perceber nos estimulavam a associar a comida, o sabor doce e o ato de mastigar como solução às nossas carências, como forma de afeto e consolo.
Devido a esse condicionamento, para algumas pessoas é praticamente impossível cortar o doce da dieta ou não comer diante das adversidades da vida. Como forma de aliviar o vazio interno, algumas pessoas por mais que comam, ainda sentem o estômago com um buraco e não conseguem se saciar. Mas é importante você começar a diferenciar a fome da vontade de comer e identificar quando o vazio não é no estômago e sim nas emoções e até na alma.
Tenho consciência de que essa tarefa não é fácil, principalmente com o passar dos anos e com o gradual acúmulo de mágoas e frustrações que carregamos. No entanto, há outros hábitos e técnicas mais saudáveis de compensar a sua carência, como por exemplo caminhadas, meditação (como forma de relaxamento), boxe (imagine como você estivesse lutando com quem te magoou), corrida (para deixar os problemas para trás) e massagem (para aliviar a carência).
Portanto, da próxima vez que você sentir vontade de atacar um pudim de madrugada, ou terminar de almoçar e ainda continuar com a sensação de estômago vazio, pergunte-se:
Você tem fome de que?

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Por que algumas pessoas engordam após a cirurgia bariátrica?


Reunidas as economias, sinal verde do Plano de Saúde, ou chamada após longa espera na fila do serviço público e a cirurgia finalmente foi marcada. Você imagina que seja o fim da linha, a solução definitiva para a obesidade. Só que a realidade nem sempre corresponde à expectativa. Passada a fase de emagrecimento acelerado, muita gente volta a engordar. Segundo pesquisa realizada na Gastrocirurgia de Brasília, mais de 52% dos operados recuperam entre 2 e 7 quilos - um ganho pequeno se comparado aos 40 a 50 quilos eliminados no pós-operatório. Mas 19% têm um ganho de peso importante que ultrapassa 7 quilos e pode chegar a 20 quilos ou mais.
O que será que deu errado?
O grande problema é que se opera o estômago, não a cabeça, a pessoa perde peso e vive dias de glória. Daí começa a relaxar e volta a comer demais.
Em outras palavras, não existe mágica. Todo tratamento de obesidade deve incluir mudança no estilo de vida.
Onde está o problema?
Na técnica utilizada em 85% das operações para controle da obesidade no Brasil, o bypass gástrico ou cirurgia de Fobi-Capella, a capacidade normal do estômago é reduzida de 1,5 litro para 20 ml (o conteúdo de um copinho de café), depois que o órgão é separado em duas partes: a maior (o chamado ex-estômago), continua produzindo os sucos gástricos, mas a comida deixa de passar por ali. A menor é conectada ao intestino delgado e um anel de silicone pode ser colocado no encontro entre este estômago reduzido e o intestino para restringir ainda mais a capacidade de ingerir alimentos. Então a pessoa se vê obrigada a comer muito pouco e a mastigar bem, do contrário pode engasgar e vomitar.
Com o tempo, de 20% a 30% dos operados aprendem a driblar as restrições: descobrem que alimentos líquidos, pastosos ou sorvete, leite condensado, pudim, amendoim, bebidas doces ou alcoólicas, passam pelo estômago reduzido sem causar desconforto se forem ingeridos várias vezes, em pequenas porções, e daí começam a abusar de produtos altamente calóricos. Resultado: sua capacidade pode aumentar de 20 ml para até 200 ml, e a costura na ligação entre ele e o intestino alargar, a ponto, inclusive, de romper o anel restritivo. Alguns excessos, inclusive, podem causar graves complicações como a que atingiu o socialite Chiquinho Scarpa, em abril.
Cinco dias depois de se submeter à cirurgia de redução de estômago, o socialite Chiquinho Scarpa, ingeriu 5 litros de água e suco de uma vez, o que provocou o rompimento de um dos pontos da cirurgia. Com isso, o líquido vazou para a cavidade abdominal, dando origem a uma peritonite, infecção na membrana que reveste o abdome, e colocou sua vida em risco.
Resta saber por que ex-obesos sabotam seus planos de fazer as pazes com a balança depois de enfrentar os rigores do bisturi
A comida pode ser uma bengala que os ajuda a atravessar as dificuldades de sua vida. É preciso aprender a separar as emoções da alimentação para conseguir viver sem essa bengala. Por isso a importância de um longo tratamento psicológico antes e pós cirurgia.

domingo, 30 de maio de 2010

A CIRUGIA...


Na técnica utilizada em 85% das operações para controle da obesidade no Brasil, o bypass gástrico ou cirurgia de Fobi-Capella, a capacidade normal do estômago é reduzida de 1,5 litro para 20 ml (o conteúdo de um copinho de café), depois que o órgão é separado em duas partes: a maior (o chamado ex-estômago), continua produzindo os sucos gástricos, mas a comida deixa de passar por ali. A menor é conectada ao intestino delgado e um anel de silicone pode ser colocado no encontro entre este estômago reduzido e o intestino para restringir ainda mais a capacidade de ingerir alimentos. Então a pessoa se vê obrigada a comer muito pouco e a mastigar bem, do contrário pode engasgar e vomitar.
As consultas pré e pós-operatórias oferecidas nos serviços de cirurgia bariátrica e nos planos de saúde (nome “oficial” da cirurgia de obesidade) estimulam o paciente a mudar seu comportamento em vez de depositar todas as esperanças na mesa de operação. Este apoio é o primeiro passo para ter sucesso.. Por isso as equipes são multidisciplinares, compostas de cirurgião, nutricionista, fisioterapeuta, endocrinologista, psicólogo e enfermeiros.
Mas os ex-obesos nem sempre participam. Por mais que o médico recomende, é comum fugir do psicólogo e faltar nos retornos ao nutricionista. No primeiro ano as consultas são mensais. Alcançado o peso saudável, elas passam a ser trimestrais ou semestrais e a partir do terceiro ano tornam-se anuais. Portanto, se você quer chegar lá, faça tudo conforme o figurino.
Não se dê alta por conta própria!!!
É essencial que você conte com uma boa equipe médica. Que tenham profissionais atualizados, pois esta é uma cirurgia que esta sempre renovação, métodos são estudados todos os dias para se obter melhores resultados.
Mas não se esqueçam, não existe sucesso sem força de vontade. Um resultado excelente depende principalmente de você, do seu desempenho em mudar de vida.

domingo, 23 de maio de 2010

O PRINCIPIO.....


Erudita segundo o dicionario: um adjetivo com os seguintes significados;
1. Que tem profundos e vastos conhecimentos.
s. m.2. Homem muito sabedor.
3. Enciclopedista.

É com vasto conhecimento e sabedoria que pretendo tratar sobre Obesidade, Redução do Estomago, Auto- Estima; visando sempre em primeiro lugar a Saúde, tanto fisica qto e principalmente mental.

Não é apenas pela ditadura da midia e da moda que queremos ser magros, é real que o preconceito nos leva a uma busca frenetica e dolorosa de um corpo " ideal"; mas é fato tambem, que um corpo magro é muito mais saudavel e nos da uma vida com muito mais qualidade.
Hoje encontramos corpos magros muito mais doentes do que muitos gordinhos, mas vamos ser sinceremos com nós mesmos,e nossa saude mental? e nossa auto-estima?nossa segurança? sera que a obesidade não interfere em nada disso?
Admiro muuuuito pessoas que se aceitam "gordinhas", talvez meu maior sofrimento venha do meu proprio preconceito. Sempre fui uma criança gordinha, entrei na adolescencia gordinha; e sinceramente, fica dificil lhe dizer qual dessas fases eu sofri mais, se foram os apelidos na escolinha, ou a rejeição de paquerinhas na adolescencia. Só sei que foram fases que marcaram minha vida,e que talvez fizeram de mim uma pessoa insegura.
Experiencias é o que não me falta pra contar.....
O fato é que, pelas experiencias vividas, pelo preconceito sofrido e principalmente pelas lagrimas que ja derramei eu quero mudar a minha historia....
A obesidade me levou a uma "não aceitação" de mim mesma, é dificil e doloroso dizer isso, mas comecei a perceber que estava doente, não fisicamente,mas mentalmente.
A cobrança que eu recebia muito mais de mim do que de padrões, fizeram com que eu nao conseguisse mais me relacionar bem com as pessoas, a estar sempre insatisfeita no trabalho,a perder o animo para lutar e ter uma vida melhor...essa doença,que posso afirmar para pessoas mais ignorantes, obesidade é uma doença tanto fisica qto mental, me tranformou numa pessoa acomodada, sem esperança e quase acabou com a minha fé!
Tenho um Deus grande ao meu lado, que me deu uma familia maravilhosa de presente, que sempre esteve ao meu lado, sempre lutando por mim e não deixando que minha fé se perdesse. E esse mesmo Deus poderoso e generoso, foi quem abriu o meu caminho, me mostrou um feche de luz cheio de esperança.
Foi entao, que no dia 28 de abril de 2010, eu tive a oportunidade de "renascer"!!!! Foi nesse dia que se realizou minha cirurgia bariatrica, ou redução de estomago. A qual devo toda gratidão a minha familia, que mesmo com dificuldade, se sacrificaram, porem me deram tambem uma nova oportunidade de vida.

Aqui quero passar toda minha experiencia de vida, pré e pós cirurgica, quero tambem poder ter a oportunidade de aprender. Pois digo lhes, descobri que é importante que nós nos "estudemos", precisamos questinonar mais sobre nós mesmos,e assim descobrir o que nos faz feliz, e mesmo que isso doa, precisamos assumir o que nos faz bem. Não significa que vc seja manipulavel só pelo fato de querer estar dentro de algum desses padrões ditados pela sociedade, pois eu sei como é forte a vontade de ser aceito!!!!